O julgamento da
Ação Penal 470, indevidamente batizada de ‘mensalão’ por políticos e pela
imprensa, está marcado para começar em 2 de agosto. Aguardo o resultado com
serenidade, pois acredito que a Suprema Corte fará um julgamento justo, com
base nos autos. As acusações que me são feitas são infundadas. Portanto não há
provas - e nem poderia haver - em relação a elas.
Lembro que em fevereiro de 2004 – e lá se vão mais de oito anos! – começaram as
movimentações da oposição para me afastar do primeiro governo Lula, quando eu
era ministro da Casa Civil. Muita coisa aconteceu desde então. Em todo este
longo período, nunca deixei de exercer minha militância política no Partido dos
Trabalhadores, que ajudei a construir, com o qual estou totalmente identificado
e comprometido, como uma iniciativa de transformação da sociedade brasileira.
Não vou rememorar aqui tudo o que aconteceu neste período. Para quem quiser
conhecer, recomendo a leitura do resumo publicado no meu blog (clique aqui).
Reafirmo apenas o que eu e meu advogado, José Luís de Oliveira Lima, temos
repetido à exaustão ao longo dos últimos anos, desde que a Ação Penal 470
começou a tramitar no Supremo Tribunal Federal: quero ser julgado, pois é a
oportunidade que tenho para provar minha inocência.
Repito aqui os dois
últimos parágrafos da nota que escrevi e publiquei neste blog em 28 de agosto
de 2007, quando o STF aceitou a denúncia contra mim. A única mudança que faço é
que não são mais 40 anos de vida pública. Agora, já são 45 anos. Do restante, não
mudo uma vírgula: “Tenho 40 anos de vida pública e, com exceção dos processos
abertos nos tempos da ditadura militar, nunca fui investigado ou processado.
Fui empresário, servidor público, parlamentar, dirigente do PT, ministro de
Estado, trabalhei na iniciativa privada desde os 14 anos, hoje sou advogado e
consultor, e me orgulho de ter uma vida honesta e totalmente dedicada à luta
pela democracia e pela justiça social.
Essa é uma verdade
que não podem apagar. Recebo com serenidade a decisão da Suprema Corte de meu
país e a respeito, mas não concordo com o veredicto que me tornou réu. Vou me
defender na Justiça e vou continuar minha luta pelo Brasil.
Não temo o
julgamento da Justiça”.
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