quarta-feira, 30 de junho de 2010

ÍNDIO DA COSTA (DEM-RJ) ASSUME VAGA DE ALVARO DIAS (PSDB-PR) COMO VICE DE SERRA

Ex-secretário da administração do Rio e relator do projeto ficha-limpa, uma iniciativa popular, o deputado federal Índio da Costa (DEM-RJ) foi indicado como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por José Serra no lugar do senador Álvaro Dias (PSDB-PR).
O PSDB teve de engolir a indicação do DEM, para não implodir a coligação demo-tucana. Vitória do ex-prefeito César Maia, o primeiro a chiar contra a chapa puro-sangue tucana. “Foi lançado ontem em SP o livro: Estratégias de Como Perder uma Eleição. Editora Labirinto” – ironizou Maia no Twtter logo após a indicação da Dias. “O PT sacrifica seus interesses regionais a favor da candidatura nacional. O PSDB faz exatamente... o contrário”, acrescentou o ex-prefeito carioca. “Aliás o sotaque do senador Dias vai chegar muito bem ao nordeste... argh!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”, complementou.
Com Índio da Costa de vice, além de agradar ao DEM, Serra espera recuperar o palanque eletrônico no Rio perdido com a interpretação dada pelo TSE ao sistema de coligação o leque de aliança nacional, em detrimento ao estadual. Sem candidato no Estado, DEM e PSDB estão apoiando Fernando Gabeira (PV) para governador. Com a interpretação do TSE, Gabeira não poderá abrir espaço nem para Serra, nem para Marina. Dois ferrados numa armação tucana mal arquitetada.
ALVO DE CPI – Segundo o deputado Brizola Neto (PDT-RJ) o deputado Índio da Costa foi um dos alvos da CPI que investigou superfaturamento e má-qualidade nos alimentos para a merenda escolar comprados pela Prefeitura do Rio quando era secretário da administração. A relatora foi a vereadora tucana Andréa Gouvêa Vieira.
A CPI comprovou que houve irregularidades na licitação e prejuízo ao erário público. Coisa de 10/11 milhões entre julho de 2005 e junho de 2006. Trechos do relatório podem ser encontrados na Internet.

PESQUISA VOX POPOLI REFERENDA IBOPE

Divulgada terça-feira pela Band, a pesquisa de junho do instituto Vox Popoli reproduz resultado apurado pelo Ibope uma semana atrás: Dilma Rousseff (PT) lidera a corrida presidencial com 40% das intenções de voto, contra 35% de José Serra (PSDB), 8% de Marina Silva (PV) e 1% dos outros candidatos.
Na pesquisa espontânea, Dilma é mais lembrada e vence por 26% a 20%. Num eventual segundo turno, a candidata petista venceria com 44% das intenções de voto. O tucano ficaria com 40%.

A COISA NÃO ESTÁ NADA BOA PARA SERRA

A pesquisa Vox Populi divulgada pela Band foi mais uma ducha fria na campanha demo-tucana, estremecida com a indicação do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) como vice de Serra. O DEM esperneou e ameaça romper a aliança anti-lula. Se não romper, vai para a campanha desmotivado, sem compromisso...
Com Álvaro de vice, Serra pretendia melar a candidatura do irmão e também senador Osmar Dias (PDT) ao Governo do Paraná, com apoio de PT e PMDB. Mas Osmar decidiu concorrer. Um tiro no pé dos tucanos.
Outro furo estratégico dos tucanos foi alimentar a candidatura de Fernando Gabeira (PV) ao Governo do Rio, numa coligação envolvendo PSDB e DEM. Como o TSE decidiu que o candidato presidencial só pode aparecer em propagandas de rádio e televisão numa reprodução da coligação nacional, pelo menos em seu bojo, tanto Serra quanto Marina ficaram sem palanques eletrônico no Rio no horário estadual.
E também em São Paulo, onde o PSDB se coligou ao PMDB, por sua vez, aliado ao PT em nível nacional. Uma bordoada que deve se repetir em outros estados. Ah, o PSC, do senador Mão Santa, do P i a u í, que havia anunciado apoio a Serra em maio, saltou do barco demo-tucano e aderiu à campanha petista. É, a coisa realmente não está nada boa para Serra. Enquanto isso, para Dilma...
Outra baixa na capanha é o demista ACM Neto, sucessor do carlismo na Bahia. Ele não vai disputar a reeleição como deputado federal e nem concorrer ao Senado, como estava programado. Vai se dedicar aos negócios da família! Para seu lugar foi indicado o deputado José Carlos Aleluia, cotado até a semana passada como vice de Serra.
DEPOIS DA COPA - Mas, como diz Serra, antes da eleição tem a fase decisiva da Copa. “Pesquisa vai e vem...”, costuma dizer o candidato tucano “Essa vai ser uma eleição disputada. É como uma final de Copa do Mundo... Não pode achar que vai ser de goleada... Depois da Copa, a campanha vai acelerar, depois do horário eleitoral ela ganha perfil. O eleitor só forma sua cabeça muito mais adiante...”.

terça-feira, 29 de junho de 2010

AMÉRICA DO SUL DESBANCA EUROPA

Das cinco seleções sul-americanas que iniciaram a disputa da Copa da África do Sul, apenas a do Chile foi eliminada. E pelo Brasil! Outras quatro seguem na disputa do título mundial de futebol: Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.
A Europa tem três representantes nas quartas-de-final – Holanda, Alemanha e Espanha. Eram 13. Gana representa a África. Dependendo dos resultados de sexta e sábado, pode dar só sul-americanos nas semifinais: Brasil x Uruguai e Argentina x Paraguai. É muito, né?

MANCHA VERDE ESTÁ COM DILMA E MERCADANTE

O presidenciável tucano José Serra é palmeirense, mas a Marcha alvi Verde, está com a candidata petista Dilma Rousseff. Em São Paulo, a principal torcida uniformizada do Palmeiras apóia a candidatura de Aloizio Mercadante, também do PT.
Ligada ao PT do B, a Mancha alvi Verde marcou presença na Convenção Estadual do Partido dos Trabalhadores realizada sábado, em São Paulo, em conjunto com outros dez partidos.
Braço político da torcida palmeirense, o movimento “Luta e Esperança” apóia as políticas sociais defendidas por PT e PT do B com o ideário “Nós podemos ser felizes” com o socialismo.
A Mancha está com Marcão para candidato a deputado federal e Toninho para deputado estadual. Ambos do PT do B. E com Dilma presidente, Mercadante governador, Marta Suplicy senadora e Netinho de Paula senador.

E A NOVELA DO VICE DO SERRA CONTINUA... COM LANCES EMOCIONANTES!

Estopim do dito mensalão que tanto prejudicou a imagem do Partido dos Trabalhadores junto à opinião púbica pseudo ajuizada, o deputado cassado Roberto Jefferson (PTB-RJ) está detonando com a candidatura presidencial de José Serra.
Além de antecipar pelo Twitter a indicação do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) como candidato a vice-presidente na chapa demo-tucana, o abelhudo classificou o DEM como “uma de merda” em outra tuitada infeliz.
Foi a faísca que incendiou a troca de farpas entre demistas e tucanos. Confira algumas frases de efeito proferidas a partir da intromissão do indiscreto e astuto líder petebista:

“Com um aliado desse, o Democratas não precisa de inimigo. Vou defender dentro da executiva o fim da aliança com o PSDB” – Ronaldo Caiado, pelo Twitter, logo após saber da novidade. “Tudo que os adversários queriam era isso, essa atitude inconsequente de tirar a vice do Democratas” – idem. “Se na campanha nos tratam assim, imaginem se o PSDB ganhar a campanha?” - deputado Ronaldo Caiado, mais indignado ainda.

“Foi lançado ontem em SP o livro: Estratégias de Como Perder uma Eleição. Editora Labirinto” – ironia de César Maia, ex-presidente do DEM e ex-prefeito do Rio, no Twtter. “O PT sacrifica seus interesses regionais a favor da candidatura nacional. O PSDB faz exatamente... o contrário” – idem. “Aliás o sotaque do senador Dias vai chegar muito bem ao nordeste... argh!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!” – ainda César Maia.

“Não tenho o direito de abrir mão de uma convocação. Ontem, eu disse que não acreditava que o DEM pudesse deixar a aliança, tanto que podia até afirmar que antes de o DEM sair, eu sairia. O que estou afirmando hoje é que não sai nem o DEM e nem eu. Nós dois ficamos” - senador Álvaro Dias, candidato a vice-presidente, depois de enquadrado pela cúpula tucana no sábado.

“O impasse continua. Deveríamos ter negociado antes, como estamos fazendo agora” – senador Sérgio Guerra, presidente do PSDB, na terça-feira, após várias reunião de apaga-fogo-amigo.

“Recebemos bem a chapa puro-sangue com Aécio Neves. Se não, para manter uma relação harmoniosa com o DEM na campanha, defendemos que Serra escolha um democrata para a vice”; Jorge Bornhausen, ex-presidente do DEM, no sábado. “Há risco de derrota na convenção do partido” – Jorge Bornhausen, segunda-feira, em alusão à convenção desta quarta, sem fotos de Serra.

“Agora tem que ser do DEM. Eu estou fechado com 70% do partido” – deputado Rodrigo Maia, presidente do DEM, na segunda-feira, após o vai-e-vem de várias. “Por enquanto, nada mudou. Teremos uma nova conversa daqui a pouco, mas o DEM entende que é direito do partido fazer a indicação do candidato a vice” – idem, na terça-feira de manhã.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O BRASIL TEM MUITOS POBRES. E OS POBRES GOSTAM DELE! ENTÃO...

“Queria que ganhasse ela não ganhasse, mas não sei não... O homem é forte, o Brasil tem muito pobre e os pobres gostam dele...”. Observação de um taxista que me levou pra casa dia desses, sobre o cenário que se apresenta o pleito eleitoral que se avizinha.
Ela é Dilma e o homem é Lula. O taxista, que também é pequeno produtor rural, estava bravo, porque nas três últimas safras negociou o milho a R$ 30,00 a saca e agora está vendendo a R$ 15,00.
Mesmo assim desistiu de comprar 100 leitões para engordar. Disse que fez as contas e viu que não ia ganhar nada. Inclusive com a soja a R$ 32,00, em média, a saca. Da soja se faz o farelo, utilizado na ração com o núcleo industrializado.
“O café, então, se não der bebida, perde R$ 80,00 em cada saca. Se chover, o café não dá bebida”, acrescentou o taxista-agricultor. Foi assim na safra passada. Se o café que está sendo colhido der bebida, o café é de qualidade. Pode alcançar R$ 317,00 em Cerrado (MG), R$ 278,00 em Garça (SP) ou R$ 264,00 no Noroeste do Paraná. Café arábica, tipo 6, duro para melhor. Em Fartura, a saca de 60 kg está sendo negociada a 265/270 reais. Café bebida. Se for rio, a R$ 235,00 e riado a R$ 200,00.
Tem lá suas razões o taxista-agricultor, mas essas oscilações são coisas do mercado, inclusive internacional. Mas que é preciso política para proteger e garantir o agricultor, isso é, porque o mercado é muito volátil, muda de ano para ano. Tanto que nos Estados Unidos a lei agrícola (Farm Bill) é revisada de dois em dois anos.